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  2. MITRE ATT&CK
  3. Cobertura de detecção medida contra o MITRE ATT&CK

MITRE ATT&CK

Saber contra o que a sua detecção protege, técnica por técnica

O MITRE ATT&CK é o catálogo público de táticas e técnicas de adversários que a MITRE mantém desde 2013, montado a partir de incidentes observados e relatados. Ele troca uma sensação vaga de estar protegido por uma lista verificável: quais comportamentos o seu ambiente enxerga hoje, quais passam sem deixar rastro, e quais deles têm alguma chance de aparecer no seu setor.

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O ATT&CK é a base de conhecimento que descreve como os ataques acontecem na prática, mantida pela MITRE e adotada pelos times de defesa do mundo inteiro. O que a DM11 entrega é a medição da sua cobertura de detecção contra as técnicas relevantes ao seu setor, as lacunas em ordem de risco, e o mesmo vocabulário aplicado aos exercícios de simulação e aos relatórios de teste de intrusão. Quando o objetivo também inclui um documento para enviar a um cliente, a página da ISO 27001 ou a do SOC 2 explicam esse caminho.

Quem conduz o mapeamento

  • CEH, teste de intrusão ético certificado pela EC-Council

  • SYCP e SYES, exploração e pós-exploração pela Solyd

  • DSFE, perícia forense digital aplicada a resposta a incidente

  • 17 anos de governança, riscos e conformidades

O QUE É

Um catálogo do que o adversário faz, montado a partir de caso observado

A MITRE começou o ATT&CK em 2013, dentro de um projeto de pesquisa que investigava se telemetria de endpoint e análise de comportamento serviam para detectar quem já estava dentro da rede. O catálogo cresceu a partir de relato público de incidente e de pesquisa publicada, e hoje descreve o comportamento do adversário em três domínios: ambiente corporativo e nuvem, dispositivos móveis e sistemas de controle industrial. É atualizado duas vezes por ano, e a versão corrente é a 19, de 28 de abril de 2026.

Tática responde por quê, técnica responde como

A tática é o objetivo do adversário naquele momento, como conseguir credencial ou se mover pela rede. A técnica descreve a maneira de alcançar esse objetivo, e a subtécnica desce um nível para dizer exatamente qual variação foi usada. Abaixo delas ficam os procedimentos, que são os usos observados no mundo real, com a referência pública de onde vieram. Na versão 19, o domínio corporativo tem 15 táticas, 222 técnicas e 475 subtécnicas. Vale reparar no número de táticas: até a versão anterior eram 14, e a 19 dividiu a antiga tática de evasão em duas, separando o que o adversário faz para se esconder do que ele faz para quebrar a ferramenta que o observa.

Três matrizes, para três ambientes diferentes

A matriz corporativa cobre Windows, macOS, Linux, equipamento de rede, contêiner, nuvem de infraestrutura e de software, suíte de escritório e provedor de identidade. A matriz móvel cobre Android e iOS, com 12 táticas, 77 técnicas e 47 subtécnicas. A matriz industrial cobre sistemas de controle, com 12 táticas, 79 técnicas, 18 subtécnicas e 18 ativos típicos de chão de fábrica, e só ganhou subtécnicas na versão 19. Quem tem ambiente industrial e mede a cobertura apenas pela matriz corporativa está medindo o ambiente errado, e essa confusão é frequente.

Grupos, software e campanhas, com a ressalva que a própria MITRE faz

O catálogo também registra 178 grupos de ameaça, 949 peças de software, separadas entre ferramenta legítima e código malicioso, e 59 campanhas, tudo amarrado às técnicas que cada um usou. É o que permite perguntar contra quem você precisa se defender antes de perguntar o que precisa detectar. A MITRE é explícita quanto ao limite disso: o mapeamento vem só de relato público, então representa um subconjunto do que cada grupo sabe fazer, e nomes de grupo usados por fornecedores diferentes se sobrepõem sem coincidir. Ler esses mapas como se fossem a lista completa é o erro mais comum de quem começa sozinho.

Como o resultado do MITRE ATT&CK se apresenta

Vale alinhar a expectativa cedo, porque isso muda o planejamento. O que o trabalho produz é um mapa de cobertura, técnica por técnica, com o que foi testado e o que a detecção efetivamente registrou. A MITRE não credencia consultoria, não avalia empresa e o termo de uso do ATT&CK proíbe qualquer uso do nome que sugira endosso a um fornecedor ou serviço. Quando o seu cliente precisa de um documento emitido por terceiro, quem responde é a ISO 27001 ou o SOC 2, e a evidência produzida aqui entra inteira nesse projeto, porque a capacidade de detectar e responder é exigida pelos dois.

QUEM COSTUMA PRECISAR

Três situações em que o MITRE ATT&CK é a ferramenta certa

Nenhuma delas começa com alguém exigindo um documento. O ATT&CK entra quando a pergunta é sobre o que o ambiente enxerga de fato, e não sobre o que está escrito na política de segurança.

A detecção já foi comprada e ninguém sabe o que ela cobre

Existe ferramenta de endpoint, existe correlacionador de eventos e existe uma equipe olhando painéis. Quando alguém de fora pergunta contra o que a empresa está protegida, a única resposta disponível é o material comercial do fornecedor. Medir a cobertura contra técnicas conhecidas troca esse material por um resultado próprio, obtido no seu ambiente.

O relatório do último incidente não contou uma história

O time respondeu, conteve e escreveu um documento que é uma lista de alertas com horário. Ninguém consegue reconstruir por onde o atacante entrou, o que ele fez para permanecer e até onde chegou. Sem esse fio, não dá para saber qual controle teria interrompido o caminho, e a próxima ocorrência recomeça a investigação do zero.

O teste de intrusão entregou falhas sem caminho

O relatório traz uma lista de vulnerabilidades ordenada por severidade, e a diretoria não consegue enxergar consequência em nenhuma delas isoladamente. Quando cada passo do teste é amarrado a uma técnica, aparece a sequência que levou de um acesso banal ao dado que importa, que é o que faz o orçamento sair.

HISTÓRIAS

Três situações que já resolvemos

Trocamos os nomes dos clientes com o mesmo sigilo que vai proteger a sua empresa depois. Os nomes mudam, o padrão dos problemas se repete. Quando o cliente autoriza, mostramos referências com nome numa conversa.

Saúde

A ferramenta cobria o que era fácil de cobrir

Situação

Uma rede de unidades de saúde havia trocado a solução de endpoint por uma de mercado bem avaliada e mantinha uma equipe terceirizada monitorando alertas. A pergunta que a diretoria clínica fazia era simples e nunca era respondida: se aparecesse um sequestro de dados como os noticiados no setor, a empresa perceberia antes ou depois de os prontuários pararem.

O que fizemos

Recortamos as técnicas mais associadas a grupos com histórico de ataque a prestadores de saúde e medimos a cobertura de cada uma no ambiente real, executando cada comportamento de forma controlada e conferindo o que o painel mostrava depois. Nada foi aceito por constar em documentação de fornecedor.

Resultado

Execução de código e persistência apareceram bem cobertas, que era o esperado de uma ferramenta de endpoint boa. Acesso a credencial e movimentação lateral entre servidores passaram quase inteiros sem alerta, porque o registro de autenticação dos servidores nunca havia sido enviado para lugar nenhum. A correção mais valiosa do projeto foi ligar uma fonte de log que já existia.

Energia e utilidades

O time corporativo e o time industrial não falavam a mesma língua

Situação

Depois de um incidente contido às pressas, a empresa tinha dois relatórios do mesmo evento: um escrito pela segurança corporativa, em vocabulário de alerta e assinatura, e outro escrito pela automação, em vocabulário de processo e parada. As duas versões não se encontravam, e a discussão sobre o que investir travou por meses.

O que fizemos

Reescrevemos a linha do tempo do incidente uma vez só, com cada passo amarrado a uma técnica, usando a matriz corporativa para o trecho de escritório e a matriz industrial para o trecho de automação. Onde a evidência não sustentava um passo, registramos a lacuna como lacuna em vez de preencher com hipótese.

Resultado

A narrativa única mostrou que a passagem entre os dois ambientes acontecera por uma estação de engenharia com acesso aos dois lados, e que nenhum dos dois times a monitorava por considerá-la responsabilidade do outro. A decisão de investimento saiu na reunião seguinte, e o modelo de relatório virou padrão para os incidentes posteriores.

Educação superior

O pentest virou uma discussão sobre severidade

Situação

A instituição contratava teste de intrusão todo ano e recebia sempre o mesmo formato: uma lista de achados com nota de severidade. A área de tecnologia corrigia os itens críticos, os itens médios rolavam de um ano para o outro, e a reitoria nunca entendeu por que aquilo importava, porque nenhum item isolado parecia grave.

O que fizemos

Conduzimos o teste seguinte com cada passo mapeado a uma técnica, do primeiro acesso até o objetivo combinado, e registramos, passo a passo, o que a detecção viu, o que apenas gravou em log e o que ignorou por completo. O relatório passou a ter um caminho, com os pontos em que ele poderia ter sido interrompido.

Resultado

O caminho até a base acadêmica passava por três achados de severidade média que vinham sendo adiados havia dois ciclos. Postos em sequência, eles deixaram de ser itens de lista e viraram um roteiro, e a reitoria aprovou a correção dos três na mesma semana em que leu o relatório.

COMO CONDUZIMOS

Recortar, medir, provar e refazer a medição

A etapa que separa este trabalho de um relatório bonito é a terceira. Cobertura declarada em documentação de fornecedor fica fora do mapa. Só entra a técnica que foi executada de forma controlada no seu ambiente, com registro do que a detecção fez a respeito.

  1. 01

    Recorte: contra quem você precisa se defender

    A própria MITRE recomenda não perseguir cobertura total, porque cada organização enfrenta um conjunto próprio de ameaças e nenhuma técnica se aplica a todo mundo. Começamos escolhendo grupos, campanhas e técnicas com aderência ao seu setor, à sua tecnologia e ao que já aconteceu com empresas parecidas, e registramos o motivo de cada inclusão.

    • Perfil de ameaça do setor, com grupos e campanhas relevantes

    • Lista de técnicas priorizadas, com o motivo de cada inclusão registrado

    • Matrizes em escopo definidas: corporativa, móvel e industrial

    • Critério de exclusão registrado, para o que ficou de fora e por quê

    Marco de entregaRecorte de técnicas aprovado com o seu time, com justificativa por técnica.

  2. 02

    Medição da cobertura, fonte de dado por fonte de dado

    Antes de falar em regra de detecção, levantamos que telemetria existe, de onde ela vem e por quanto tempo é guardada, porque técnica sem fonte de dado correspondente não tem como ser detectada por nenhuma ferramenta. Só depois avaliamos, técnica a técnica, se existe regra, se ela está ativa e se alguém a lê.

    • Inventário das fontes de telemetria, com origem e retenção

    • Avaliação por técnica, separando o que não é coletado do que é coletado e não é analisado

    • Mapa de cobertura visual, para leitura em uma tela

    • Lacunas ordenadas por risco e por esforço de fechamento

    Marco de entregaCobertura mapeada por técnica, com a fonte de dado exigida por cada uma identificada.

  3. 03

    Prova: simulação controlada e teste de intrusão

    Executamos as técnicas selecionadas de forma controlada, com janela combinada e registro de tudo, e comparamos o que deveria ter sido detectado com o que a operação efetivamente viu. Onde o escopo inclui teste de intrusão, cada passo do teste é amarrado a uma técnica, de modo que o relatório entregue um caminho percorrido com os pontos em que ele poderia ter sido cortado.

    • Execução controlada das técnicas priorizadas, com evidência do que foi feito

    • Comparação entre detecção esperada e detecção observada

    • Relatório de teste de intrusão com cada passo mapeado a uma técnica

    • Pontos de interrupção identificados ao longo do caminho

    Marco de entregaCada técnica executada com registro do que a detecção viu, do que apenas gravou e do que ignorou.

  4. 04

    Fechamento das lacunas e nova medição

    Transformamos as lacunas em plano com responsável e data, junto ao seu time ou ao seu fornecedor de monitoramento, e medimos de novo com o mesmo método para o resultado ser comparável. Como o catálogo é atualizado duas vezes por ano, definimos também quem relê o recorte a cada versão, porque técnica nova entra e nome de técnica muda.

    • Plano de fechamento com responsável e data por lacuna

    • Regras e fontes de log ajustadas junto ao time ou ao fornecedor

    • Nova medição comparável à primeira, com a versão do catálogo registrada nas duas

    • Rotina de releitura definida, com quem revisa e a cada quanto tempo

    Marco de entregaSegunda medição concluída com o mesmo método, mostrando a direção do movimento.

QUANTO TEMPO LEVA

Depende de quantas matrizes entram e de quanta telemetria existe

Não publicamos prazo padrão, porque prazo publicado vira promessa. O recorte inicial costuma ser a parte curta, e a prova é a parte que varia, porque ela depende de janela combinada e de ambiente disponível. Estes são os três fatores que mais mexem no relógio, e a primeira conversa já mostra em qual deles a sua empresa está.

Quantas matrizes entram no escopo

Só o ambiente corporativo é um trabalho com fim visível. Acrescentar dispositivo móvel amplia pouco. Acrescentar ambiente industrial muda o projeto de tamanho, porque a matriz de controle industrial tem táticas próprias, ativos próprios e restrições de teste que não existem no escritório.

Quanta telemetria já existe e por quanto tempo ela é guardada

Empresa com coleta centralizada e retenção definida começa a medir na primeira semana. Empresa que descobre no meio do caminho que o log do controlador de domínio some em sete dias precisa resolver a coleta antes de medir cobertura, porque não há regra de detecção que funcione sobre dado que não foi guardado.

Onde a simulação pode ser executada

Em ambiente de laboratório fiel à produção, a execução anda rápido. Em produção, cada técnica exige janela combinada, aprovação e plano de reversão, e isso costuma ser negociado com quem responde pela disponibilidade. Essa conversa começa cedo no projeto, porque ela é a que mais estica o cronograma.

PERGUNTAS FREQUENTES

O que perguntam antes de decidir

As dúvidas que aparecem em quase toda primeira reunião, respondidas sem rodeio.

Não existe. A MITRE mantém o catálogo, publica atualização duas vezes por ano e o deixa disponível sem custo para qualquer pessoa ou organização, e não credencia consultoria nem avalia empresa. O termo de uso é explícito ao proibir qualquer emprego do nome que sugira endosso a um produto ou a um serviço, e esta página segue essa regra. O que o trabalho entrega é o seu mapa de cobertura medido, com evidência de teste. Se o que você precisa é um documento para enviar a um cliente, vale olhar a ISO 27001 ou o SOC 2.

Comece medindo o que a sua detecção enxerga de verdade

O recorte das técnicas relevantes ao seu setor e a medição da cobertura no seu ambiente respondem, com evidência de teste, a pergunta que a ferramenta comprada não responde sozinha. É o começo mais barato, e serve tanto para quem quer ajustar o que já tem quanto para quem vai certificar depois.

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